16 de mai de 2008

Eventos Realizados

I Enconto de Capoeiragem do Assu/RN Org: Grupo de Capoeira Cordão de Ouro Professor Topeira, Capacete e Alunos Supervisão Mestre Irani/Natal/RN 2000 BATIZADO E TROCA DE CORDÃO.

II Encontro de Capoeiragem do Assu/RN Org: Grupo de Capoeira Cordão de Ouro Professor Topeira, Capacete e Alunos Supervisão Mestre Irani/Natal/RN 2001 BATIZADO E TROCA DE CORDÃO.


III Encontro de Capoeiragem do Assu/RN Org: Grupo de Capoeira Cordão de Ouro Professor; topeira, Capacete e Alunos Supervisão Mestre Irani/Natal/RN 2002 BATIZADO E TROCA DE CORDÃO.



IV Encontro de Capoeiragem do Assu, Org: Grupo de Capoeira Cordão de Ouro Professor; Topeira e Alunos Supervisão Mestre Irani/Natal/RM 2003 BATIZADO E TROCA DE CORDÃO.









I Festival de Capoeira de Carnaubais, Org: Grupo de Capoeira Cordão de Ouro/Assu/rn Professor; Topeira e Alunos Supervisão: mestre Irani/Natal/RN 2004 BATIZADO E TROCA DE CORSÃO.






II Festival de Capoeira de Carnaubais/RN Org: Grupo de Capoeira Cordão de Ouro/Assu/Rn Professor; Topeira e Alunos Supervisão Mestre Irani/Natal/RN BATIZADO E TROCA DE CORDÃO.







III Festival de Capoeira de Carnaubais:Org: Grupo de Capoeira Cordão de Ouro: Professor; Topeira e Alunos Supervisão: Mestre Irani Natal/RN 2006 BATIZADO E TROCA DE CORDÃO.












05/Out/07
Alunos de PETI participarão de Intermunicipal de Capoeira
A Prefeitura do Assú, através da Gerência de Ação Social, da Secretaria Municipal de Assistência Social, do PETI e do Grupo de Capoeira Cordão de Ouro realizará nos dias 27 e 28 de outubro, o I Intermunicipal de Capoeira do Vale do Assú. Que acontecerá nas cidades de Assú e Carnaubais. E terá a seguinte programação:27.10 – Curso de CapoeiraLocal: Escola Estadual Te, Cel. José Correia – Carnaubais/RNHorário: 8h28.10 – Batizado e troca de cordõesLocal: Loja Maçônica Fraternidade Assuense – Assú/RNHorário: 9hSupervisão: Mestre IraniOrganização: Prof. Topeira ( Grupo Cordão de OuroParticipações: PETI do Assú, Projeto Cuandú de Carnaubais, alunos do grupo Cordão de Ouro e demais escritos.




I Intermunicipal do Vale do Assu; Organização: Grupo de Capoeira Cordão de Ouro: Professor:Topeira e Alunos Supervisão: Nestre Irani 2007 BATIZADO E TROCA DE CORDÃO.

6 de mai de 2008

Mestre: Irani


  • Irani Martins Dantas (Mestre Irani) Capoeira Cordão de Ouro/RN meu mestre.


    Irani Martins Dantas, filho de Asclepiades Militão e Suzana Dantas, nasceu no ano de 1963 em Cruzeta, interior do Rio Grande do Norte, indo morar em Natal ainda criança. Parte de uma família de 10 irmãos, 7 fizeram capoeira mas apenas ele permaneceu.
    Iniciou o aprendizado na capoeira em 1979 com amigos que se encontravam e realizavam apresentações nas escolas para ganhar pontos nas disciplinas, no bairro Soledade, zona norte de Natal. Um anos após, foi treinar com Givaldo Dantas no clube de mães do mesmo bairro.
    Em 1982, o professor Givaldo o levou para treinar com Contramestre Índio, recém-chegado de São Paulo e que era formado pelo Mestre Limão. Passou 5 anos treinando nesta academia e formou-se professor em 1985.
    Em 1988 passou a integrar o Grupo Cordão de Ouro, tornando-se aluno do Mestre Suassuna. Em 1989 foi que de fato oficializou-se a fundação do Grupo Cordão de Ouro em Natal, dando início a uma história que hoje completa 21 anos de trabalho e desenvolvimento da capoeira em todo o estado do Rio Grande do Norte.
    Atualmente o Grupo Cordão de Ouro, sob a coordenação do Mestre Irani, conta com representantes (professores e contramestres) em todo o Rio Grande do Norte, abrangendo mais de 40 municípios: Natal, Parnamirim, Mossoró, São José do Mipibu, Carnaúbas, Arenã, Goianinha, Canguaretama, Piquiri, Pedro Velho, Ten. Laurentino, Bodó, Lagoa Nova, Cerro Corá, Currais Novos, Santana do Matos, Jucurutu, Bom Jesus, Touros, Serra Caiada, Nísia Floresta, São Vicente, Florânia, Lajes, Jardim de Angicos, João Câmara, Afonso Bezerra, Caiçara do Rio dos Ventos, Fazenda Nova, Assu, São Rafael, Angicos, Carnaubais, Patu, Areia Branca, Pilões, Tangará, Sítio Novo, Serra da Tapuia, Cruzeta, Jardim do Seridó, Caicó, Alexandria e outros.
    Expandiu-se também para estados vizinhos, como Pernambuco, Paraíba e Alagoas, além de representantes no Rio de Janeiro, Bahia e Mato Grosso do Sul. Exportou alunos para diferentes países, com Estados Unidos, França, Noruega, Suíça e outros.
    Nos últimos 15 anos, o Mestre Irani viajou por grande parte do mundo realizando worshops e divulgando a capoeira em países como Inglaterra, França, Dinamarca, Espanha e outros. Da mesma forma, todos os anos atrai capoeiristas de diversas partes do mundo que vem para Natal participar de suas famosas aulas e rodas.

Mestre Pastinha I

Vicente Ferreira Pastinha (Mestre Pastinha) Conservador da capoeira Angola

“Capoeira é mandinga, é manha, é malícia......Capoeira é tudo que a boca come...”Mestre PastinhaA Capoeira Angola é um dos traços mais nítidos da influência africana nas tradições folclóricas brasileiras, onde ainda hoje, muitos autores discutem se a sua origem é realmente brasileira ou africana.Dentro da Capoeira Angola, podemos dar destaque a alguns mestres que fizeram escola nesta arte. Entre eles podemos citar os Mestres Pastinha, Waldemar da Liberdade, Canjiquinha, Traíra, Caiçara, Cobrinha Verde, Daniel Noronha, Totonho de Maré e muitos que completariam uma lista imensa, além dos que foram marcados pelo esquecimento.Porém, dentre todos estes, Mestre Pastinha foi quem teve um maior destaque e, assim como mestre Bimba, fez com a sua Regional, desenvolveu alguns elementos didáticos e simbólicos para a Capoeira Angola.Vicente Ferreira Pastinha foi o Mestre do Centro Esportivo de Capoeira Angola, fundado em 1942, de onde surgiram grandes nomes da capoeira como os Mestres João Grande e João Pequeno. Os dois são a maior referência da Capoeira Angola nos dias atuais, sendo Mestre João Pequeno, o mestre mais velho em atividade no país.Mestre Pastinha nasceu em 05 de Abril de 1889, escreveu seu livro “Capoeira Angola” em 1964 e em 1966 foi o representante do Brasil no 1º Festival de Artes Negras em Dakar, na África. O governo baiano, através da Fundação do Patrimônio, o despejou de sua academia em 1973, deixando-o na miséria. Veio a falecer em 13 de Novembro de 1981.Grupo de Capoeira Cordão de OuroContra Mestre Boca Rica"Quando eu morrer, me enterre na Lapinha... ...Calça culote, paletó, almofadinha......Adeus Bahia, zum,zum, zum, Cordão de Ouro..."Baden Powell
Nascido em 23 de Novembro de 1889, Salvador-BA, Manoel dos Reis Machado foi o maior responsável pela expansão e projeção da capoeira além dos limites da Bahia.Não podemos falar da Capoeira Regional ou Luta Regional Baiana sem falar em Mestre Bimba, seu criador.Acreditando que a capoeira que praticava estava perdendo sua essência de luta, Mestre Bimba misturou seus elementos com o Batuque, luta do recôncavo baiano, na qual seu pai era campeão e que utilizava violentos golpes de perna com o objetivo de derrubar o adversário.Em 1932, Mestre Bimba fundou a primeira academia especializada no ensino da capoeira. Localizada no Engenho Velho de Brotas, bairro pobre onde ele nasceu. Ensinava também em residências. Sua fama cresceu e cinco anos depois ele obtinha o registro de professor de educação física.O Centro de Cultura Física Regional, aberto em 1937, foi à primeira academia de capoeira do Brasil e recebeu este nome, pois, na época, a capoeira ainda era proibida e só poderia ser praticada em recinto fechado, conforme a legalização de Getúlio Vargas.E foi o próprio presidente Getúlio Vargas quem legitimou a capoeira, tirando-a do código penal, dizendo: “A capoeira é o único esporte genuinamente brasileiro”, após apresentação de Mestre Bimba, em 1953, no Palácio da aclamação, em Salvador.Com a Capoeira Regional, nasceram elementos didáticos e simbólicos que influenciaram todos os outros mestres das gerações seguintes.A sua marca ficou registrada em muitas atividades comuns nos dias de hoje, como o batizado e a formatura de capoeira, além das oito seqüências de ensino, seqüências de balões e os toques da Capoeira Regional, onde cada toque corresponde a um tipo de jogo.Mestre Bimba morreu em Goiânia-GO, em 05 de Fevereiro de 1974 e marcou todos os capoeiristas com um exemplo de personalidade e carisma que levantou a capoeira, deixando vários discípulos que continuam seu trabalho até os dias de hoje.Capoeira AngolaContra Mestre Boca Rica
Manoel dos Reis Machado ( Mestre Bimba) Criador da capoeira Regional

essa ta no sangue.

GRADUATION (Graduação)Voici le système de graduation au sein du groupe Cordão De Ouro. En effet, il faut savoir que ce système est différent entre chaque groupe de capoeira vu qu'il n'y a pas de fédération globale pour règlementer cela. Voici la graduation qui se fait à l'aide de cordons adopter chez CDO.Corde enfants (moins de 15ans) aux couleurs claires : Monitor InstructorCordes adultes : Aluno (élève)Avançado (avancé)Graduado (gradé) Monitor Instructor Professor Contra Mestre Mestre 1er niveau Mestre 2nd niveau Mestre 3e niveau Grande Mestre

Paisagem


olha so aqui e a barragem da minha cidade ela esta sangrado é um perigo se ela hitora

Meu trabalho


Hoje eu trabalho com capoeira tenho um trabalho em um Projeto Social com Crianças e dolecentes e tenho uma academia onde eu faça um trabalho com meus alunos graduados .

Espetáculos


A procura por espectáculos diversificados que cativam e embelezam os mais variados eventos sociais, e particulares é cada vez maior! Aquando disso, o grupo Capoeiracdo Assu, possuí ao seu dispor uma vasta gama de espectáculos dos mais diferentes estilos que levam aos espectadores toda a magia do mundo da capoeira.Veja as apresentações que temos disponíveis e leve ao seu evento algo diferente e inovador!A Capoeira é uma luta misturada em dança, que supostamente nasceu no Brasil na época da escravatura como um meio de defesa dos escravos.O show de capoeira é um magnífico espetáculo que mistura agilidade, força e acrobacia, onde os movimentos certeiros e precisos são aplicados com eficiência e destreza. Um espectáculo! O Grupo de Capoeiracdo Assu. propõe-lhe uma roda de capoeira que maravilhe os seus convidados ....
Dança do Fogo
A Dança do Fogo é uma dança impressionante coreografada com tochas.. Dedicada à familiaridade entre o homem e o fogo, esta dança integra acrobacias conjugadas com labaredas de fogo!! Imbatível! O grupo Capoeira cdo Assu-recomenda-lhe a Dança do Fogo se deseja impressionar todos na sua apresentação!
O Maculelê 
é uma dança baseada num jogo de bastões remanescente dos antigos índios cucumbis. Esta "dança de porrete" é resultado da mescla das culturas africanas e indígenas. Consiste na retratação de um guerreiro que sozinho defende a sua tribo inteira.É um bonito espetáculo ritmado por uma impressionante bateria e embelezado pelo uso de facões.Bem ritmado e vivo, o Maculêlê é alegre e arrojado! Proporcionando ao público um espetáculo memorável!

Puxada de Rede
A Puxada de Rede conta a história de um pescador que numa noite escura cai sem querer na sua rede. Os pescadores voltam tristes e dão a notícia à sua família. Embora seja uma uma dança de lamento, está longe de ser uma dança triste, é um espetáculo que retrata um dos mais típicos quadros do quotidiano baiano.Acompanhe a puxada de rede e deixe-se embalar por toda a sua beleza e teatrilidade!



Roda de Samba
Entre os repiques do berimbau e as batidas do surdo encena-se um bonito jogo de disputa entre dois sambistas pela mulher que os acompanhava. As rasteiras e as vingativas entre os dois homens que se desafiam pela mulher, dão um encanto especial a esta expressão cultural, num misto de samba e capoeira. Contagiante e alegre, esta apresentação convida sempre os espectadores a soltarem o seu samba no pé!Acompanhe os ritmos quentes do Brasil nesta bela roda de samba!


A Dança Guerreira
é uma dança sobre o ritmo de um tipo de tambor chamada atabaque e é coreografada com base na antiga dança dos guerreiros africanos. Os dançarinos, vestidos a rigor, executam a dança tribal, com movimentos arrojados e chamativos. É uma dança muito energética, bem dinâmica e irá surpreender. Oiça os tambores de guerra e vibre com a coreografia ritmada desta dança


Joga Bonito
A capoeira é uma arte que conjuga luta, dança, música, história e que se adaptada a quase todos os meios. Neste espectáculo essas características são evidenciadas num bonito jogo acompanhado pelas notas de uma viola. Um espectáculo singelo, que encaixa a beleza do jogo amigável no som da viola e leva os espectadores numa viagem pela magia da capoeira, onde a essência de cada movimento pode ser sentida. Integre este show num evento solene onde a subtileza de cada movimento e a beleza da música irão encantar todos os seus convidados.

O Mestre: Topeira

Francisco Erivan da Silva Conhecido na Capoeira por Topeira Filho De Jose Alberto da Silva e de Maria Francisca da Silva. tem 4 Irmãos e 3 deles praticaram Capoeira e tem 2 Irmãs Gemias. Topeira aos 2 anos de idade Passa a morar com uma tia, e com os 9 anos de idade volta a morar com sua mãe e começa a trabalhar com seu pai fazendo tijolos em uma aularia e deu Inicio  na capoeira em 1984 com o seu  irmão ( Chaga) que na época  ensinava... Em 1992 seu irmão  desistiu, e ele  continuou  com o instrutor Malvado da qui  de Assu, em 1996 Malvado se afilia ao grupo cordão de ouro com o Instrutor Sabiá da cidade de Mossoró, foi quando Malvado desistiu e topeira continuou  com o Instrutor Sabiá, treinou  com Sabiá ate 1999. dai passou  a treinar com o Instrutor Alemão da cidade de Areia Branca, em 2000. O Instrutor Alemão desistiu e topeira  passa  a treinar com o Mestre Irani da cidade de Natal responsável pelo Grupo de Capoeira Cordão de Ouro no Estado do Rio Grande do Norte.Topeira  Formou-se  Professor em 2005 no Amigo da Cordão de Ouro em Natal /RN esteve presente na sua  formatura os seguintes Mestres, Suassuna Presidente do Grupo, Mestre Deputa,Mestre Onça Negra,Mestre Espirro Mirim,Mestre Índio/RN , Mestre Jogo de Dento,Mestre Lobão que foi seu padrinho de  formatura e o seu Mestre Irani entre outros.Em 2012 Topeira recebe sua formatura de Mestre de 1º Grau No Amigos da Cordão de Ouro Evento Realizado Pelo Grupo de Capoeira Cordão de Ouro de Mestre: Irani EM Natal. Hoje Topeira ensina em Assu na sua Academia Situada a Rua: 24 de Junho s/nº ,Realiza Trabalhos No Projeto Mais Educação em Assu e Faz um Trabalho no CRAS em Itajá, Tem Alunos Formados que Desenvolve Trabalhos nas cidades de Carnaubais, Pendências, Alto do Rodrigues, Macau, São Rafael e Santana do Matos. 









2 de mai de 2008

Cordão de Ouro Contra Mestre Boca Rica



O GRUPO E SUA HISTÓRIA 

Século XX 1901: Alberto Bessa, em A Gíria Portuguesa, define a capoeira como “jogo de mãos, pés e cabeça, praticado por vadios de baixa esfera (gatunos)”.
1910: Revolta da Chibata, motim negro ocorrido em quatro navios, na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro, contra o suplício e a tortura ainda existentes na Armada, vestígios da mentalidade oligárquica escravista.
Em Salvador, desde a década de 1910, ocorre a criação de "escolas de capoeira", evidentemente clandestinas. No Rio, na mesma época, os capoeiristas cariocas também possuíam espaços reservados ao treinamentos da luta, alguns deles freqüentados inclusive pela fina-flor da elite, segundo o testemunho de Inezil Penna Marinho: "Aqui no Rio, Sinhozinho mantém uma academia no Ipanema, destinada aos moços grã-finos que desejam ter algum motivo para se tornar valentes".
1912: Chega a “hora final” para as maltas do Recife, coincidindo com o nascimento do frevo; o passo, que é a movimentação do frevo, é filho da capoeira; como nos conta Edison Carneiro (Cadernos de Folclore, 1971), "a hora final chegou para as maltas do Recife mais ou menos em 1912, coincidindo com o nascimento do frevo, legado da capoeira (melhor diria 'o passo', que é a dança; o frevo é a música que o acompanha). As bandas rivais do Quarto (4o. Batalhão) e da Espanha (Guarda Nacional) desfilavam no carnaval pernambucano protegidas pela agilidade, pela valentia, pelos cacetes e pelas facas dos façanhudos capoeiras que aos saracoteios desafiavam os inimigos: 'Cresceu, caiu, partiu, morreu!' A polícia foi acabando paulatinamente com os moleques de banda de música e com seus líderes, Nicolau do Poço, João de Totó, Jovino dos Coelhos, até neutralizar o maior deles, Nascimento Grande".
Entre 1920 e 1927: Sob a administração do temido delegado de polícia Pedro de Azevedo Gordilho, lembrado pela memória popular da capoeira e do candomblé baianos como "Pedrito", intensificou-se a perseguição aos capoeiras na Bahia. Além do toque de berimbau chamado Cavalaria que, ao simular o tropel dos cavalos, denunciava a aproximação do conhecido Esquadrão de Cavalaria da polícia, a memória dessa perseguição está presente ainda hoje na seguinte cantiga, coletada por Waldeloir Rego:
"Toca o pandeiro,Sacuda o caxixiAnda depressaQui PedritoEvém aí"
As primeiras décadas do século XX marcam o ápice da perseguição policial movida contra os capoeiristas da Bahia. Quando Manoel dos Reis Machado (o mestre Bimba) começou a aprender capoeira, na Estrada das Boiadas, bairro da Liberdade, em Salvador, a capoeira ainda enfrentava acirrada perseguição, conforme contava o próprio Bimba: "Naquele tempo, capoeira era coisa para carroceiro, trapicheiro, estivador e malandros. Eu era estivador, mas fui um pouco de tudo. A polícia perseguia um capoeirista como se persegue um cão danado. Imagine só, que um dos castigos que davam a capoeiristas que fossem presos brigando era amarrar um dos punhos no rabo de um cavalo e outro em cavalo paralelo. Os dois cavalos eram soltos e postos a correr em disparada até o quartel. Comentavam até, por brincadeira, que era melhor brigar perto do quartel, pois houve muitos casos de morte. O indivíduo não agüentava ser arrastado em velocidade pelo chão e morria antes de chegar ao seu destino: o quartel de polícia".
Foi nesta época que ocorreu o grande salto na história da capoeira. Insatisfeito com o preconceito e a marginalização que a envolviam, mestre Bimba decidiu criar uma variação da capoeira, e a chamou de Luta Regional Baiana. Preocupado com a eficiência combativa da nossa arte-luta que, segundo ele, vinha sendo dissipada e perdida pela ação do turismo (os capoeiristas envolviam-se muito àquela época com apresentações para turistas, e a capoeira foi se transformando em show de acrobacias e mandingagens, afastando-se de seu sentido original), Mestre Bimba, preservando a movimentação original e os antigos rituais, introduziu modificações baseadas em golpes de jiu-jitsu, da luta greco-romana, do boxe e principalmente do batuque (luta de origem africana muito praticada na Bahia). Como conta o Ten. Esdras Magalhães dos Santos (Mestre Damião), discípulo de Bimba e precursor da capoeira paulista: “na criação da Luta Regional houve a colaboração de Cisnando Lima, cearense ‘arretado’, profundo conhecedor de jiu-jitsu, boxe, luta greco-romana (...). Cisnando transmitiu a Bimba os seus conhecimentos, aos quais o Mestre associou golpes do batuque para elaboração da nova modalidade esportiva. Decânio (Mestre Decânio, o mais idoso aluno vivo do Mestre Bimba) acentua, no entanto, que apesar de Cisnando apresentar os golpes e contragolpes daquelas lutas, a decisão final da conveniência ou não da inclusão dos mesmos na Luta Regional Baiana sempre foi do Mestre.” (Esdras Magalhães dos Santos – Mestre Damião –, Conversando sobre Capoeira..., ed. do autor).
As inovações de Mestre Bimba, ainda que tenham atingido os objetivos a que se propunham, isto é, conferir maior eficiência combativa à nossa arte-luta, e promover o seu reconhecimento social, geraram grande polêmica no seio da comunidade capoeirística; muitos encararam-nas injustamente como uma descaracterização das tradições da capoeira. O debate dura até hoje, exibindo posições variadas. Parece-nos que a tensão gerada entre as duas “modalidades” de capoeira é salutar: devemos, sim, preservar sempre as tradições, sem no entanto nos fecharmos às inovações que representem real evolução.
1932: Mestre Bimba funda, em Salvador, no Engenho Velho de Brotas, a primeira academia de capoeira registrada oficialmente, com o nome de "Centro de Cultura Física e Capoeira Regional da Bahia".
1937: Mestre Bimba (Manuel dos Reis Machado, 1900-1974), um dos "heróis culturais" da capoeira brasileira, consegue licença oficial que o autoriza a ensiná-la no seu "Centro de Cultura Física e Capoeira Regional", num período em que o Brasil caminhava para o pleno regime de força e que as leis penais consideravam os capoeiristas como delinqüentes perigosos. Qualificando o ensino de sua capoeira como ensino de educação física, a então Secretaria da Educação, Saúde e Assistência Pública expediu certificado de registro à academia de capoeira de Mestre Bimba, a primeira do gênero, a 9 de julho de 1937. A partir daí, a capoeira sairia das ruas e passaria a ser praticada no interior das “academias”, como ficariam conhecidas as escolas de capoeira.
1939: Mestre Bimba começou a ensinar Capoeira no quartel do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) de Salvador, no Forte do Barbalho, onde trabalhou por três anos.
1941: Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha) funda também sua academia, o "Centro Esportivo de Capoeira Angola", hoje localizada ao Largo do Pelourinho nº 19, e dirigida por Mestre Curió, seu discípulo. Naquele tempo, como ainda hoje, a capoeira era ensinada como nas outras academias de capoeira angola, isto é, por via oral, à excessão da academia de Mestre Bimba.
1948: No mês de dezembro, desembarcam em São Paulo os pioneiros da capoeira neste Estado, Esdras Magalhães dos Santos (Damião), Manoel Garrido Rodeiro (Garrido) e Fernando Rodrigues Perez (o respeitado Perez da capoeira baiana), formados e especializados pelo Mestre Bimba no Centro de Cultura Física e Luta Regional, do Maciel de Cima (em Salvador). Vieram preparar a vinda do "Rei da Capoeira" à terra paulista, para mostrar aqui a luta genuína brasileira. Logo depois, ainda em dezembro, chegou a São Paulo o próprio Mestre Bimba, acompanhado de seus alunos Brasilino, Clarindo, Adib, Jurandir e Edevaldo, que se juntaram aos três primeiros. Ralf Zumbano intermediou os entendimentos com seu tio, o argentino (naturalizado brasileiro) Kid Jofre, pai do "Galo de Ouro", Eder Jofre, este campeão mundial de boxe em duas categorias (dos galos e dos penas), para que os capoeiras começassem a treinar em sua academia de boxe. Os "meninos de Bimba" fizeram duas apresentações em fevereiro e duas em março de 1949, disputando noitadas de vale-tudo com os melhores lutadores paulistas da modalidade: Duro, Menezes, Godofredo, Evaldo, Cabrera, Flávio, Canuto, Arapuã e Nagashima (jiu-jitsu). Em seguida, participaram de temporada no Rio de Janeiro, enfrentando lutadores locais em combates "pra valer". As apresentações, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, tiveram um sucesso estrondoso.
1950: No segundo semestre, o atual Mestre Damião (Esdras Magalhães dos Santos) retornou à capital paulista, para fazer o curso de sargentos especialistas da Aeronáutica, no Campo de Marte. Durante dois anos (1950/51) ele deu aulas de capoeira para cerca de cinqüenta alunos, na academia de Kid Jofre. Os primeiros foram Renato Bacelar (advogado), Martinho Luthero dos Santos (professor, irmão de Damião) e seus amigos Walter Grossman, Hamilton e Waldemar.
1953: Mestre Bimba e seus alunos exibem-se, no Palácio do Governo, em Salvador, a convite do então governador da Bahia Juracy Magalhães, na presença do Presidente da República, Getúlio Vargas, que teria dito, na ocasião: "A Capoeira é o único esporte verdadeiramente nacional". A partir daí, a capoeira passou a ser mais valorizada e a ter acesso a exibições em clubes, escolas, teatros, começando a ganhar apoio de políticos, intelectuais, artistas e do povo em geral. Porém, o capoeira, como indivíduo, continuou sendo vítima dos preconceitos da sociedade. O preconceito só começou a desaparecer a partir da década de 60, quando a capoeira começou a trilhar novos caminhos.
1955: Realização da primeira apresentação de Capoeira pela televisão; apresentaram-se os dois irmãos - Esdras Magalhães dos Santos (Mestre Damião) e seu discípulo Martinho Luthero dos Santos, na TV Tupi (Canal 4), dos Diários Associados, em entrevista conduzida pelo jornalista José Carlos de Morais, conhecido como "Tico-Tico".
1957: A partir de maio, na mesma academia de Kid Jofre, o jornalista Augusto Mário Ferreira, recém-formado por Mestre Bimba (que lhe deu o apelido de Guga), deu continuidade ao curso iniciado por Mestre Damião, até 1959, auxiliado pelo professor Martinho Luthero dos Santos. Prepararam um grupo de quase vinte praticantes, que não chegaram à formatura em razão apenas da impossibilidade material de trazer o Mestre Bimba mais uma vez a São Paulo. O curso dissolveu-se.
No final da década de 50, José de Freitas, capoeirista de Alagoinhas/BA, chega à capital paulista, e começa um curso numa academia de lutas do bairro do Brás. Pouco tempo depois, um alfaiate carioca, auto-intitulado Mestre Valdemar Paulista (não confundir com o homônimo de Salvador), ou Valdemar Angoleiro, auxiliado por seu irmão, Durvaltércio Alves dos Santos (conhecido depois como Mestre Bolinha), abriu a primeira academia de fato, num casarão decadente da Rua Bela Cintra (hoje demolido).
1966: Chegam a São Paulo Reinaldo Ramos Suassuna, baiano de Itabuna (celeiro de bambas) e Antônio Cardoso Andrade, também baiano, de Alagoinhas. Aqui, fizeram amizade com Dejamir Pinatti, paulista de Orlândia. Este último cedeu uma área descoberta nos fundos de sua residência, na Vila Mariana, para que Suassuna e Brasília começassem a ensinar capoeira. Nasceu ali a primeira academia em São Paulo registrada em cartório, a Academia de Capoeira Regional de Elite de São Paulo (ACRESP).
1967: O jornalista Augusto Mário Ferreira (Guga) patrocinou a abertura do Centro de Capoeira Ilha de Maré, na Rua Augusta, colocando ali como instrutor Paulo Gomes da Cruz, capoeirista baiano, que aprendera a jogar com Mestre Artur Emídio, no Rio de Janeiro.
No mesmo ano, o professor Martinho Luthero dos Santos vai a São José dos Campos para visitar seu irmão Esdras (Mestre Damião) e informar-lhe, "cheio de uma euforia sem precedentes", que a capoeira começava a proliferar em São Paulo mediante a instalação de academias. Destacou com grande entusiasmo o nome da Academia Cordão de Ouro, de Mestre Suassuna (Suassuna e Brasília já haviam fundado a Associação de Capoeira Cordão de Ouro, e mantinham academia num velho casarão da Av. Angélica). Anunciava-se ali uma parceria que alastraria a capoeira por todo o Estado de São Paulo.
1968: Os mestres Suassuna e Brasília transferem sua academia para a Rua das Palmeiras; inicia-se ali a fase conhecida como a do "Consulado Nordestino". Mestres e praticantes vindos principalmente da Bahia são ali recebidos, hospedados e auxiliados (às vezes até financeiramente) pelo Mestre Suassuna. Realizam-se as mais espetaculares rodas de capoeira de que se tem notícia em São Paulo.
1973: Foi preciso esperar até 1973 para que as nossas autoridades reconhecessem finalmente a capoeira como atividade desportiva e traço vigoroso do complexo cultural que contribuiu para a nossa formação. Desde então, com sua progressiva institucionalização, vem a capoeira se desenvolvendo de forma irrefreável, elevando o seu nível técnico, revelando sua enorme vocação social, como instrumento de educação para a cidadania, na inserção social de crianças carentes e marginalizadas, na reabilitação de deficientes físicos e mentais, em programas de atividades para a terceira idade, nos clubes, nas escolas de 1o., 2o. e 3o. graus, em programas de fisioterapia e até de psicoterapia, no treinamento e preparação de atletas de outras modalidades esportivas, etc...
Continua: Em ConstruçãoAguarde alguns dias.
1993: Por influência de intelectuais e capoeiristas, foi efetivada a criação da Associação Brasileira de Capoeira Angola (ABCA), que funciona hoje no casarão amarelo da Rua Gregório de Mattos, no Centro Histórico de Salvador/BA. Teve como primeiro presidente Mestre João Pequeno de Pastinha, e da primeira diretoria faziam parte também os mestres Moraes, Cobrinha Mansa, Jogo de Dentro e Barba Branca.
2000: A Capoeira começa a ser divulgada na Internet. Em maio, estréia o site http://www.capoeiradobrasil.com.br, com uma proposta abrangente, de dedicar-se não apenas a um grupo em particular, mas à Capoeira em geral.



Grupo de Capoeira Cordão de Ouro Contra Mestre Boca Rica

"Quando eu morrer, me enterre na Lapinha... ...Calça culote, paletó, almofadinha......Adeus Bahia, zum,zum, zum, Cordão de Ouro..."Baden Powell


Década de 60Os primeiros alunos de Mestre Suassuna em Itabuna – Bahia. Da esquerda para a direita em pé Chico Minuto, Garrincha e Clido. Agachados, Mestre Suassuna e Polícia.E conhecido como Luizinho - Mestre Luís Medicina, quem mais se destacou na época, hoje Mestre do Grupo Raça.
A ASSOCIAÇÃO DE CAPOEIRA CORDÃO DE OURO foi fundada pelo Mestre Suassuna na década de 60, mais exatamente em 1º de Setembro de 1967, juntamente com Mestre Brasília, numa época de grandes festivais da música popular brasileira. Ao ouvir o refrão da música acima em uma rádio, os dois, já com a idéia de abrir uma academia, decidem usar o nome CORDÃO DE OURO, por se tratar de Besouro Cordão de Ouro, um capoeirista anterior à divisão Angola e Regional. Mestre Suassuna ensinaria Capoeira Regional e Mestre Brasília Capoeira Angola dentro do mesmo espaço. Após um curto período, Mestre Brasília decidiu fundar seu próprio grupo, São Bento Grande.
Nasce Associação Cordão de Ouro -Av. Angélica em um prédio em demolição até chegarem na Rua das Palmeiras, 104
Nesta época difícil para a capoeira, quando a perseguição da ditadura e o preconceito impedia seu desenvolvimento no sul do país, Mestre Suassuna, baiano de Itabuna, recém chegado a São Paulo, continuou o trabalho e se apresentava insistentemente, mostrando as técnicas do jogo e luta, abrindo a primeira academia na capital paulista.Com intenso trabalho, não demorou muito a ter seus primeiros bambas, tais como Lobão, Esdras Filho, Tarzan, Belisco, Almir das Areias, Caio, e tantos outros.Abrigava capoeiristas do norte e nordeste que aqui chegavam, com o intuito de melhor difundir a arte da capoeira, fazendo de sua academia a referência para a formação de uma grande safra de novos mestres em solo paulista. A CAPOEIRA CORDÃO DE OURO foi berço de muitos nomes de destaque. Além dos já citados, vieram os Mestres Flávio Tucano, Biriba, Dal, Marcelo Caveirinha, Urubú Malandro, Espirro Mirim, Xavier, Lúcifer, Torinho, Pial, Cangurú, Sarará, Zé Antônio, Ponciano, Bolinha, Geraldinho, sem se esquecer também de Mestre Cícero, Mestre Zé Carlos e Mestre Penteado, aque apesar de serem alunos netos possuem um valor inestimável para Mestre Suassuna e o Grupo Cordão de Ouro, entre tantos que completariam uma lista imensa. Sempre irrequieto Mestre Suassuna nunca se acomodou, mantendo seu trabalho continuamente reciclado, criando após anos, o Jogo do Miudinho. Uma nova equipe de capoeiristas enriqueceria o seu acervo de contra mestre: Boca Rica, Habibs, Mintirinha, Kibe, Denis, Saroba, Coruja, Chicote, Chiclete, Kino, Pintado, Lú Pimenta, Barata, Muriel, Esquilo, Romualdo e outros mais, regentes de um jogo novo e rico em movimentos plásticos, mais conhecidos como a geração miudinho. Hoje, com inúmeras filiais no Brasil e no exterior, o GRUPO CORDÃO DE OURO tem papel de destaque entre todos os grupos de capoeira, não só pelo que representa o Mestre Suassuna para o esporte e para a cultura, mas também pelo esforço empreendido por ele e seus adeptos. A fim de manter a capoeira num nível altamente técnico, interagindo velocidade, agilidade, elasticidade, criatividade, música e malícia, sem esquecer suas raízes.Esse esforço tem sido compensado pela dedicação dos capoeiristas que seguem a filosofia do grupo.